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sábado, 24 de novembro de 2012

Destinos


Eu te deixo ir.

E me esmago por dentro.

Fica escuro, mas logo vai clarear.

Envolvo-te, mas logo te deixo ir.

Mando ir embora, esqueço por um tempo.

Mas você sempre volta.

Lembras de mim, e te remete à lembrança de voltar.

Envolve-se com lábios e olhares

Que sempre te enganam, e me praguejas.

Você não sabe o que te prende aqui

Minha presença?

Até mesmo o que você denomina feitiço.

Eu te deixo sempre livre.

Você que decide voltar.

Classifica-me a pior das criaturas

Mas não procura a salvação de mim.

Isso dura por algo maior.

Talvez a nossa punição seja essa.

Você vai e volta.

Talvez um dia isso acabe.

Os ventos que sopram

Um dia pode levar o que faz nos encontrar sempre…

Ou traga o que falta pra nos unir de vez.

Mas não se apresse meu amor.

Tudo se encaixará no seu devido lugar.

Só não me julgue pelo que você sente.

Não me classifique de acordo com sua frustração.

Isso pode terminar com um efeito indesejável.

Diz que eu tenho veneno…

Que te prendo em minha teia.

Não fale demais…

Assim você não me perde por inteira.

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